ELEIÇÕES 2018: CENÁRIOS E PERSPECTIVAS PARA O BRASIL

cropped-bg-1.png

Palestra da profa. Alba Maria Pinho de Carvalho (UFC) – 19/10/2018

As eleições de 2018 revelam reviravoltas e mudanças graves no cenário político, a serem avaliadas com a necessária lucidez e perspicácia analítica, capaz de ver o novo em meio às permanências que se atualizam. Tenho consciência que nós, cientistas sociais, por dever de ofício, somos interpelados a construir esta avaliação das relações de forças em disputa no atual momento. O momento presente, que hora vivemos, assume uma dimensão singular, qual seja: é o momento pós-primeiro turno, quando já se definiram configurações sociopolíticas no Congresso Brasileiro, com o nítido avanço da extrema direita, apoiada pelo mercado financeiro, pelo agronegócio e pelas igrejas evangélicas pentecostais nos seus fundamentalismos religiosos e morais; é o momento pré-segundo turno a realizar-se, precisamente, daqui a alguns dias e que, na ótica de um considerável segmento de analistas, assume uma dimensão plebiscitária. É um plebiscito sobre os rumos do país nesses próximos anos ou mesmo décadas, com a escolha decisiva entre a CONTINUIDADE DA DEMOCRACIA BRASILEIRA, em suas contradições, debilidades e disputas, e o FASCISMO, em um contexto do “ódio como política”. Nunca senti tão fortemente a dimensão de uma conjuntura “em movimento”, na tessitura da história desse país. É a “história se fazendo”, no decorrer do período eleitoral e, particularmente, a cada dia que nos separa do segundo turno.

A participação nessa mesa, nesse contexto, tem me angustiado pela complexidade dos processos a exigir o devido desvendamento analítico, em cima dos fatos. No entanto, tranquiliza-me o fato de que esta mesa é um espaço de reflexão coletiva entre nós, a cruzar olhares e a provocar debates de questões que estão na ordem do dia, com muita força no nosso cotidiano.

A discussão centra-se em uma questão fundante, qual seja: que cenários e perspectivas circunscrevem-se a partir do resultado do primeiro turno e da acirradíssima disputa de projetos de Brasil, disputa de modos de organizar a vida social neste segundo turno das eleições de 2018.

As urnas do primeiro turno mostram um aumento do conservadorismo no Senado e na Câmara, em meio às reviravoltas de cadeiras, revelando, como avalia Vladimir Safatle, um fenômeno específico da conjuntura política brasileira: UM DESCOLAMENTO DA EXTREMA DIREITA EM RELAÇÃO À DIREITA TRADICIONAL. Assim, a extrema direita, até então sem maior representatividade no Congresso Nacional, avança e ganha posições, surfando nas ondas do chamado “bolsonarismo”. Senão vejamos: o até então inexpressivo PSL tem hoje a segunda maior bancada na Câmara Federal, com 52 deputados; o MDB e PSDB se transformam em partidos médios; o MDB e o DEM, que eram a base da direita tradicional brasileira, perdem relevância, dada a perda de mandatos de figuras emblemáticas do jogo político, há décadas no cenário nacional.

Uma onda de antipetismo, que termina sendo uma onda anti-esquerda, varre o país e o conservadorismo empodera-se com diferentes faces, desde as práticas fascistas até a defesa da ordem, a partir da família, da pátria e de Deus. A onda do conservadorismo chega à periferia, pela força de uma fé fundamentalista, juntando-se a um desejo difuso de mudanças. O Brasil pode entrar em “uma noite sem fim”, nos marcos do fascismo, dependendo do resultado das eleições à presidência! Ainda, segundo Safatle, o Brasil vai viver os próximos meses e os próximos anos com a ameaça de um golpe militar, com características próprias, como “a espada de Dâmocles sobre a cabeça”.

As esquerdas de diferentes matizes, segmentos progressistas, setores democráticos e, mesmo, grupos antiditadura se unem nesse momento histórico para enfrentar a ameaça fascista, representada por Bolsonaro. É emblemático o apoio à candidatura de Fernando Haddad de personalidades como o cineasta Arnaldo Jabor que, nos últimos tempos, encarnou o antipetismo. Igualmente, merecem destaque os pronunciamentos contra Bolsonaro de jornalistas como Miriam Leitão e Reinaldo Azevedo, defensores contumazes do impeachment deflagrador do Golpe de 2016. Este espirito de articulação de forças contra o fascismo, como uma exigência histórica deste momento presente, é bem traduzido por Boaventura de Sousa Santos, no título de artigo recente para a Revista Fórum: “Democratas brasileiros, uni-vos”.

Coloca-se uma questão fundante na mesa de debate: COMO CHEGAMOS A ESTE MOMENTO LIMITE? COMO CHEGAMOS A ESTE CENÁRIO TÃO PRÓXIMO DO FASCISMO NA VIDA BRASILEIRA?

Antes de mais nada, é preciso vincular esse momento-limite de ameaça fascista iminente ao processo do Golpe de 2016 e sua pesada arquitetura de “GOLPES DENTRO DO GOLPE”: Impeachment de Dilma Rousseff; entrega dos campos de petróleo da camada do pré-sal para as grandes corporações internacionais; contrarreforma trabalhista; lei da terceirização; Emenda Constitucional 95 de congelamento de gastos sociais, com drásticos cortes nos orçamentos das políticas públicas; reforma do ensino médio; privatizações de estatais e todo um arsenal de medidas de políticas ultraneoliberais. E, culminando o processo de Golpe, a prisão política do ex-presidente Lula, como um verdadeiro “impeachment preventivo”, inviabilizando sua candidatura a presidente nas eleições de 2018. Cabe ressaltar que muitas das forças políticas e sociais que apoiaram e viabilizaram o Golpe de 2016, ou dele não discordaram, não previam que a situação do país chegaria a esse cenário de fascismo iminente. De fato, houve uma perda de controle de determinados segmentos das elites políticas que já fazem a autocrítica, como setores do PSDB, capitaneado pelo senador Tasso Jereissati. Ademais, a própria grande mídia, frente à ameaça real do fascismo, começa a criar fatos no sentido de combater a candidatura do PSL, como ,por exemplo, a Folha de São Paulo que, nesta quinta-feira (18\10\2018), publicou matéria com escândalos diversos, referentes às práticas ilegais realizadas pela campanha de Bolsonaro.

Nesse cenário de uma possível tragédia fascista, é fundamental destacar a atuação da grande mídia, que, segundo analisa a professora Helena Martins, “ajudou a construir o ‘mito’ que ameaça a democracia”. Avalia Martins: “décadas de discurso anti-política, anti-PT e em prol da intolerância forjaram o caminho para que os fascistas chegassem aonde estão”.

O FASCISMO É A CONSUMAÇÃO DO GOLPE, materializado no bolsonarismo que, nas eleições do primeiro turno, parece invadir o país nas mais diversas regiões, com exceção do Nordeste.

Na construção de uma reflexão crítica sobre esse cenário, inspiro-me em pistas de analistas como Vladimir Safatle, Boaventura de Sousa Santos, Jessé de Sousa que, de diferentes formas, delineiam ELEMENTOS CENTRAIS que estão na base de todo esse momento de explosão do conservadorismo, da dominância do ódio e do medo, da ameaça fascista, com a aproximação dos militares ao poder, enfim, da exacerbação do autoritarismo, a atingir a democracia brasileira nos circuitos do Golpe de 2016. Para efeito de análise, delineio quatro elementos:

1º ELEMENTO – A PRÓPRIA FORMAÇÃO SOCIAL BRASILEIRA, que, ao longo do colonialismo e do escravismo, gestou uma sociedade extremamente dividida, segmentada entre senhores e escravos, entre elites oligárquicas e povo ignaro, entre normalidade institucional para os considerados cidadãos e violência extra-institucional para os que habitam às margens da vida social. De fato, é uma sociedade com um DNA societal de desigualdade estrutural em que a desigualdade socioeconômica nunca se separou do preconceito e do estigma racial e sexual, das questões de gêneros. É esta uma bomba relógio, sempre prestes a explodir em práticas discriminatórias, estigmatizantes, violentas e mesmo fascistas, com as chamadas “minorias”: mulheres, negros, índios, ciganos, população LGBT, pobres e miseráveis;

2º ELEMENTO – HERANÇA DA DITADURA CIVIL-MILITAR DO GOLPE DE 1964 não devidamente enfrentada, em uma transição continuísta, pactuada entres as elites militares e as elites políticas. Essa transição pactuada para a democracia é ratificada na própria Constituição de 1988 que, dentre outros pactos, mantém as Forças Armadas como única garantia da ordem política interna, em estado de prontidão para intervir em qualquer momento definido como excepcional. Ademais, não houve punição dos crimes da ditadura e as polícias continuaram a ser Polícias Militares. Enfim, a ditadura se acomodou a um horizonte de democracia formal, mas permaneceu nos subterrâneos da nossa história. Logo, apelar à intervenção militar e à ideologia militarista autoritária ficou sempre latente, como uma bomba pronta a explodir. Como sustenta Safatle, em recente entrevista, “quando não se acerta suas contas com a História, a História te assombra”.

3º ELEMENTO – O PRÓPRIO CONTEXTO DE EXTREMA DESIGUALDADE E VIOLÊNCIAS MARCANTES NA VIDA BRASILEIRA COMTEMPÔRANEA, com um permanente ESTADO DE EXCEÇÃO nas periferias que, mergulhadas na total desproteção e vulnerabilidade, não acreditam e não confiam no Estado para garantir sua segurança. Assim, difunde-se no interior desse grande segmento populacional e, mesmo em setores da classe média, um desejo difuso de mudança a encarnar-se em um possível “salvador da pátria”, homem forte, capaz de garantir segurança e resgatar a ordem, a qualquer custo, sobretudo com o extermínio da “população matável”, que habita às margens da vida social, os classificados como “bandidos”, a ameaçar os considerados cidadãos do bem. Neste contexto, o discurso do armamento, do extermínio de bandidos, da redução da maioridade penal, do medo, do ódio tem enorme penetração e ressonância. De fato o voto em Bolsonaro é um voto na descrença na política, em uma rebeldia conservadora voltada para o passado, na ameaça representada pelas pautas progressistas; é um voto da emoção de um grande contingente movido pelo medo como afeto político central.

4º ELEMENTO – CAMPANHA ELEITORAL NO CONTEXTO DA CHAMADA PÓS VERDADE, FINCADA EM UMA AVALANCHE DE FAKE NEWS, DE NOTÍCIAS FALSAS QUE SE DIFUNDEM NA LIQUIDEZ E NA EXTREMA VELOCIDADE E CAPILARIDADE DAS REDES SOCIAIS, SOBREMODO O WHATSAPP. Dentro de um esquema de comunicação mercadológica, nos marcos do capitalismo informacional, bem utilizado pela extrema direita, esta campanha de 2018 foi montada para que os espaçoS de debate implodissem. O Brasil está na rota de uma lógica de extrema direita internacional em que se opera não mais no espaço aberto, mas se opera no espaço obscuro, virtual, utilizando métodos e técnicas da Cambridge Analytica, usado, com extrema eficiência na difusão das fake news, inclusive com notícias falsas na montagem de vídeos. Caso emblemático são os vídeos montados para desqualificação e criminalização do movimento social de massa “#ELENÃO”, misturando imagens das manifestações com imagens de mulheres profanando símbolos religiosos, mulheres nuas e seminuas em praça pública, para chocar a classe média e os segmentos populares conservadores. Indiscutivelmente, a campanha bolsonarista surpreende analistas do mundo digital pela excelência da técnica de campanha nas redes sociais: micro direcionamento; marketing digital; ultrapersonalização; manipulação de sentimentos e criação de fatos não acontecidos. E agora vem à tona o Caixa 2 da campanha Bolsonaro, com “pacotes” de WhatsApp. Em verdade, estamos imersos em uma “disputa de narrativas” neste complexo mundo das fake News, com campanha difamatória contra a candidatura Haddad, feita por grupos profissionalizados e financiados por empresas privadas.

É NA COMPOSIÇÃO E INTERCONEXÕES DE TODOS ESSES ELEMENTOS QUE SE CONSTRÓI O CHAMADO “FENÔMENO BOLSONARO”, OU “BOLSONARISMO”: um político tradicional inexpressivo com 28 anos na política, “um canalha em estado puro”, que contraria qualquer tipo de moral, colocando-se num plano anticivilizacional, como afirma o analista Francisco Assis, em matéria no “Jornal O Público”, com o título” Um canalha à porta do Planalto”; militar reformado, machista, racista, misógino, fascista, que se identifica com torturadores, despreparado, tosco, sem carisma que, num contexto específico da vida brasileira, consegue sintonizar com desejos de ordem, sentimentos de medo e com a efetiva identificação com o discurso moralizante das igrejas pentecostais de um deus mercadológico.

Esther Solano, socióloga organizadora do recente livro publicado pela editora Boitempo, com o título “Política como ódio”, delineia, a partir de estudos e pesquisas, pistas para pensar e discutir essa tendência de voto no conservadorismo da extrema direita, encarnado, hoje, no Brasil, em Bolsonaro. Destaca que este voto, dentre outras dimensões por ela analisadas, expressa o desejo exacerbado da ordem como questão da existência, vinculado à negação das pautas progressistas como ameaça à estabilidade da sociedade. Na base desse voto bolsonariano, encontra-se uma culpabilização das pautas progressistas como responsáveis por todas as mazelas que afligem a sociedade. Neste sentido, efetiva-se uma reapropriação de conceitos centrais das lutas dos movimentos em uma contranarrativa desta “nova direita” ou direita reciclada. Um exemplo cabal é a referência dessa nova direita ao que chamam de “ideologia de gênero” como uma das maiores ameaças à sociedade, à família e à infância.

Em meio a esta explosão da extrema direita, fincada no conservadorismo e na defesa de políticas ultra neoliberais que descartam direitos, desconsiderando qualquer dimensão da dignidade humana, vem emergindo e consolidando-se um fenômeno novo, sobretudo no segundo turno das eleições presidenciais de 2018: A EMERGÊNCIA DE UMA AMPLA FRENTE DEMOCRÁTICA CONTRA O FASCISMO. Nesta perspectiva, atualizam-se, em tempos contemporâneos, formas de luta que remetem ao tempo histórico da redemocratização: organização por categorias profissionais, com pronunciamentos públicos em Manifestos; mobilizações de Fóruns de diferentes formatos; retomada de trabalho político nas ruas e periferias; articulação de escritores, artistas, intelectuais; disputa incansável de narrativas usando as redes sociais… uma criação ampla de redes com intenso partilhamento de notícias e artigos em um ritmo frenético constante, sem limites de tempo e hora. Enfim, amplos segmentos dos que se identificam com a democracia sentem-se interpelados, de diferentes formas, a uma mobilização e ação política, É ESTA UMA FORÇA QUE ENCARNA A PAIXÃO POLÍTICA QUE MOBILIZA A VONTADE COLETIVA E QUE, COMO EXIGÊNCIA HISTÓRICA, PRECISA PERMANECER PARA ALÉM DAS ELEIÇÕES, QUALQUER QUE SEJA O RESULTADO DO SEGUNDO TURNO.

Anúncios

DESTRUIÇÃO DO MUSEU NACIONAL: uma tragédia anunciada

bg-2

Nosso pesar diante do incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro – tragédia que abalou profunda e irreparavelmente a memória da Ciência e da Cultura no Brasil – nos move no esforço de fazer do luto a luta.

Há décadas, gestores, pesquisadores e professores que trabalham na UFRJ e no Museu têm denunciado as precárias condições de conservação e manutenção dessa instituição que acabou de completar 200 anos de existência. A falta de um sistema de prevenção de incêndio era tomada como anúncio de uma tragédia iminente. O descaso dos sistemas de governança diante do nosso patrimônio histórico, artístico e cultural, agravou-se mais recentemente na cena do golpe que segue em curso, desde o qual as verbas destinadas ao Museu passaram a declinar perigosamente. A tragédia de hoje não pode ser tomada como acidente, mas como resultado criminoso do descaso de um Estado omisso e desinteressado, configurando-se uma violação do direito de uma Nação ao resguardo de sua memória.

Agora em 2018, o Museu estava sem receber o repasse de verbas necessário e suficiente para uma manutenção segura. Isso já reflete o quadro do abismo para o qual o governo golpista nos empurra, com perdas intensificadas e insustentáveis nos campos da Saúde, Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviços Públicos, como efeito da Emenda Constitucional do Teto dos Gastos Públicos, que autoriza o Governo a congelar por 20 anos os investimentos nesses setores.

Em tal contexto, o que mais do nosso patrimônio tombará entre chamas? Nosso grito de dor e indignação neste momento não traz de volta 200 anos de história e um patrimônio perdido, onde se abrigavam peças museológicas e conhecimentos distribuídos em diferentes áreas das ciências: história, geografia, arqueologia, paleontologia, botânica, antropologia biológica e social, política, artes, dentre outras. Todavia, esse grito alerta para o fato da fragilidade em que se encontram nossas instituições de saber, cultura e memória. Em diferentes regiões do país, temos prédios tombados que por si representam uma memória a ser resguardada e são espaços de preservação e exposição de acervos importantíssimos da Cultura em nosso país, com exemplares de diversas regiões do mundo.

Não podemos nos calar engasgados em nossas lágrimas. Que essa trágica lição nos mova a recusar o jogo político que, na chamada “ponte para o futuro”, inverte as prioridades sociais da Nação, servindo à acumulação privada e rentista, ao passo em que torna célere o desmonte de nossas conquistas históricas, culturais e sociais, aprofundando desigualdades e injustiças. Que sirva de lição também no sentido de nos ensinar e sensibilizar para valorizarmos mais nossos espaços de memória, nossa ancestralidade. Visitemos mais nossos museus e nossos acervos! Exerçamos também nossa responsabilidade educativa como cidadãos e cidadãs!

Coletivo Graúna

Fortaleza, 04/09/2018

cropped-fp-perfil.png

[NOTA PÚBLICA] O avanço da criminalização não vai parar nossa missão! 

Dorothy vive e queremos Padre Amaro livre!

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) foi surpreendida ontem (27) com a notícia da prisão do Padre José Amaro Lopes de Sousa, em Anapu, Pará.

Padre Amaro faz parte da equipe pastoral da Prelazia do Xingu, e da equipe da CPT, à qual pertencia a Irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005, em Anapu, na luta pelo direito à terra para os que dela precisavam e na defesa de uma convivência harmoniosa com a natureza. Por isso, ela foi incansável e obstinada na concretização dos chamados PDS, Projetos de Desenvolvimento Sustentável. Continuar lendo

NOTA DE REPÚDIO AO MACHISMO NA UFC II

O Coletivo Graúna, formado por professoras e professores que lutam por uma educação democrática, vem a público reafirmar que a Universidade Federal do Ceará como instituição de formação e de grande relevância social deve se constituir em uma referência de práticas e de construção de conhecimentos em torno da garantia de Direitos Humanos para Mulheres e Homens em nossa sociedade. Nesse sentido, professoras e professores do Coletivo Graúna solidarizam-se profundamente com a estudante de 16 anos recém-ingressa no Curso de Agronomia, que foi vítima de comportamento abusivo por parte de um professor, em aula no dia 12 de março de 2018, no campus do Pici/UFC.

As mulheres ainda realizam ações públicas e políticas no mês de março, mês dedicado à luta por seus direitos ao trabalho digno e justo e a uma vida sem violência, dentre outras pautas necessárias ao pleno reconhecimento das mulheres como sujeitos de direitos, quando são surpreendidas por fatos como esse que violentam jovens e sustam seus melhores sonhos. Continuar lendo

[COMUNICADO] Documento entregue na Assembleia Geral de 07 de dezembro

Leia o ofício entregue à diretoria da ADUFC na Assembleia Geral de 07 de dezembro de 2017, assinado por diversos filiados:

Fortaleza, 07 de dezembro de 2017

 

À Diretoria do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais no Ceará – ADUFC

Av. da Universidade, 2346 – Benfica, Fortaleza – CE, 60020-180

Att. Sr. Presidente Ênio Pontes

 

Prezado(s) Diretores(as) da ADUFC,

Vimos, pela presente, na condição de filiados desse Sindicato, manifestar nossas preocupações com a atuação dessa atual diretoria da ADUFC, as quais podem ser resumidas em 03 (três) questões centrais: 1) ausência de prestação de contas há dois anos e seis meses; 2) não-convocação de assembleias e não-cumprimento das decisões tomadas nas instâncias colegiadas deliberativas do sindicato; 3) desenvolvimento de atividades estranhas aos objetivos da entidade e aos interesses da categoria, inclusive destinando vultosos recursos a finalidades incompatíveis e inadequadas a uma entidade sindical.

Continuar lendo

E logo vocês ficam calados!

Artigo do jornal DIE ZEIT ONLINE, publicado em 13/09/2017

De Caspar Shaller

Tradução: Irenísia Oliveira

 

Dentro de dez dias, os alemães irão às urnas, eu já fui. Sou americano e nós tivemos eleições no ano passado. Caso alguém queira saber em quem eu votei, eu respondo não com um nome mas com um número: 28. Essa é minha idade.

De fato, a grande maioria das pessoas abaixo de 30 anos nos EUA não apoiaram nem Hillary Clinton nem Donald Trump, mas o candidato de esquerda Bernie Sanders. Ele recebeu mais votos dos jovens nas prévias eleitorais que Trump e Clinton juntos.

Nisso parecemos com os britânicos.

Continuar lendo

Abaixo-assinado exige que ADUFC cumpra decisão do Conselho de Representantes

Professores da UFC e UFCA entregaram na manhã de segunda-feira, 4, à ADUFC-Sindicato um abaixo-assinado com 270 assinaturas. O documento – iniciativa de membros do Conselho de Representantes do sindicato – requer que a ADUFC cumpra uma decisão do Conselho, tomada em reunião no dia 14 de novembro, de acordo com a qual uma assembleia geral da categoria deveria ser marcada entre os dias 4 e 8 de dezembro. Continuar lendo

Juntos, pelo presente, pelo futuro, contra a reforma da previdência!

05/12 A partir das 8h
Manifestação na Av. da Universidade
com 13 de Maio

 

Neste dia 05 de dezembro, estamos em luta para barrar a contrarreforma da previdência do governo golpista de Michel Temer. Frentes populares, centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais, coletivos, no país inteiro, estamos na rua em atos e manifestações para mostrar que a sociedade brasileira é contra esta reforma e contra o projeto maior que ela compõe.

Esse projeto, forjado dentro dos grandes bancos e corporações, impõe a contrarreforma trabalhista, a precarização do trabalho, a redução drástica do orçamento dos serviços públicos, além de outras medidas que desconsideram inteiramente as necessidades dos seres humanos, das sociedades e do meio ambiente. O mundo neoliberal promete ser mais eficiente financeiramente e mais inovador tecnologicamente, mas nele as pessoas serão mais pobres, trabalharão mais e em piores condições, estarão cercadas de violência e viverão menos tempo. Um exemplo concreto disso é que o aconteceu na Inglaterra neoliberal, em que os nascidos na era Thatcher (1979-1990) foram reduzidos à metade da riqueza da geração de seus pais. Continuar lendo

Diretoria da ADUFC descumpre decisão do Conselho e boicota participação de professores das Universidades e dos campi do interior do estado

Em reunião do Conselho de Representantes da ADUFC, realizada no dia 05 de outubro de 2017, ficou decidido que uma nova reunião, a ser realizada no dia 25 do mesmo mês, deveria contar com a participação dos Conselheiros da UFCA e dos campi do interior por videoconferência. Nas vésperas da data, a diretoria adiou a reunião argumentando, entre outras motivos, que estava providenciando os meios para cumprir o encaminhamento.

Na nova data, 14 de novembro de 2017, a diretoria descumpriu a decisão do Conselho e não garantiu a possibilidade de participação dos conselheiros. As alegações variaram de suposta proibição no Estatuto ao custo de instalação de uma transmissão de vídeo via internet. A diretoria não foi capaz de apresentar o artigo do estatuto que proibia a participação dos conselheiros por videoconferência e, quando contestada sobre o custo de sua realização, não apresentou orçamento. Continuar lendo

[Notícia] Reunião do Conselho de Representantes da ADUFC

No dia 14 de novembro ocorreu a segunda reunião do Conselho de Representantes da ADUFC, convocada para deliberar sobre os seguintes pontos de pauta: 1. Avaliação de conjuntura nacional; 2. Eleição do conselho fiscal; 3. Discussão acerca das vagas remanescentes do conselho de representantes.

No início da reunião, a diretoria foi questionada sobre a participação dos representantes dos campi do interior por videoconferência, em acordo com encaminhamento aprovado na reunião anterior do Conselho. As justificativas apresentadas não elucidaram o descumprimento e o Prof. Ênio Pontes, presidente do sindicato, enfatizou a responsabilidade dos representantes de se fazerem presentes na reunião. Continuar lendo