ASSEMBLEIA DOS DOCENTES DA UFC NO DIA DE PARALISAÇÃO NACIONAL

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Na manhã de ontem (22 de setembro), dia de Paralisação Nacional, os jardins e o auditório da reitoria da UFC receberam, respectivamente, servidores técnico-administrativos e professores.

Num auditório completamente lotado de professores e alunos, vários colegas se pronunciaram a respeito da necessidade de permanente mobilização frente aos retrocessos impostos pelo governo ilegítimo porque golpista. Algumas falas apontaram isso com mais ênfase. A professora Irenísia Oliveira falou da importância de sairmos dos nossos gabinetes e nos manifestarmos além dos espaços internos. “É necessário pôr os corpos nas ruas, os alunos esperam de nós essa atitude, não há outra alternativa diante do gravíssimo quadro”, reforçou. A urgência em construirmos uma greve geral foi ressaltada pela professora Beatriz Furtado, que defendeu a nossa articulação com as centrais sindicais e movimentos sociais, além de destacar o marasmo em que nos movemos. Já a professora Meize Lucas denunciou os retrocessos que vamos vivenciar com a reforma do ensino médio enviada pelo governo Temer ao congresso via Medida Provisória e criticou o silêncio da universidade em relação às derrotas que temos sofrido. O sentimento geral da assembleia foi de que precisamos nos sintonizar com a indignação da sociedade e assim nos fortalecermos para lutar contra os retrocessos.

A professora aposentada Maria Luiza Fontenelle, fez uma fala forte e emocionada em defesa do hospital universitário e sobre a gravidade da crise que estamos vivendo. A professora, que esteve presente nos principais movimentos de resistência atuais, aqui e fora do Brasil (como o Occupy Wall Street e as revoltas da classe trabalhadora e jovem da França), também ressaltou que as nossas conquistas devem ser alcançadas nas ruas, já que o parlamento está comprometido com os interesses das classes dominantes.

Os professores André Vasconcelos e Francisco José Pinheiro apontaram a necessidade de produzirmos conteúdos alternativos aos grandes meios e expressaram a necessidade de auditoria da dívida pública como medida de enfrentamento à crise em contraponto aos cortes de gastos nas áreas sociais propostos pelo governo golpista.

Como encaminhamento central, foi aprovada outra paralisação no dia 29 de setembro de 2016 em consonância com o calendário nacional de mobilização. Neste dia realizaremos uma nova assembleia.

Vamos à luta!

#ForaTemer

#RumoàGreveGeral

#DiretasJá

#EducaçãoNãoÉMercadoria

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