Artigos em resposta ao Jornal O Povo

Depois da Aula Pública realizada no Campus do Benfica no dia 13/05, professores da UFC se manifestaram n’O Povo contra a cobertura superficial então dada pelo jornal.

Leia aqui o texto das profas. Irenísia Oliveira e Adelaide Gonçalves.

Leia aqui o texto do prof. Newton de Albuquerque.

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Os Troféus da República

Profa. Maria Inês Cardoso – Letras (UFC)

Canudos, cidadela perdida no Nordeste baiano, afogada pelas águas do Vaza Barris, represadas ali no final dos sessenta, pela ditadura militar, segue perseverante e obstinadamente emergindo ao longo do tempo. Essa “fantasmagoria” histórica vira já a curva de dois séculos, na pena de escritores e nas mãos de artistas que se voltaram àquele episódio de um povo infeliz cujo ousado sonho de vida mais justa esbarrou num não querer alheio. Esse mesmo não querer que teima, um século depois, em manter a história no curso conveniente. Canudos foi a vida que ainda não era para ser.

Desse projeto social, ou bonita utopia milenarista-sebastianista, de Belo Monte, havia muito o que contar. Que o diga Euclides da Cunha! Testemunho assombrado dos momentos finais do povoado, ele inscreve a história Canudos no parasempre da grande literatura. Só assim o massacre dos humildes de Belo Monte corre o mundo. Mas, porque de gente do povo tratava essa história, a tragédia de Conselheiro e de seu povo ecoou, em primeira mão, na voz de cantadores e nas páginas de cordéis, sertão adentro e litoral afora. Continue lendo